O Brasil, é consenso, melhorou vários fundamentos de sua política
econômica. Domada em 1994, a infl ação é patrulhada para que não
recrudesça e, com isso, se reinstale a desastrosa corrosão monetária,
terrível mal que subtrai o poder de compra, sobretudo das camadas
mais pobres da população.
Outro avanço brasileiro foi no reforço de caixa. Com reservas internacionais
de US$ 238,5 bilhões em 2009, o País passou a ter um
colchão de amortecimento de crises.
Quem quer que seja eleito ou eleita para dirigir o Brasil no próximo
pleito, não poderá abdicar de algumas conquistas feitas nos últimos
anos. Combate diuturno à infl ação e manutenção de gordas reservas
internacionais, por exemplo, são avanços sem margem a retrocessos.
Embora tenham evoluído os mecanismos de controle dos gastos
públicos, o Brasil precisa agregar à transparência mais agilidade na
execução das obras para que os males da infraestrutura não condenem
seu desenvolvimento.
Nesse sentido, a Copa do Mundo de 2014 é um grande desafi o. Ao
mesmo tempo em que as obras de infraestrutura para a recepção do
megaevento requerem celeridade, exigem igualmente uma gestão
transparente e honesta dos recursos gastos.
Se exibir tais credenciais, pelo menos fora das quatro linhas o Brasil
terá uma vitória assegurada.